sábado, 5 de março de 2011

não consigo fingir sempre..

Eu não consigo fingir sempre. Às vezes me escapa um pouco de infelicidade, de impaciência e solidão. Mesmo perto. Não se sinta mal, a culpa não é sua. É algo que acontece por dentro, como se meu coração não pertencesse a mim, e o resto do meu corpo o rejeitasse lentamente. Tudo bem, talvez você acelere isso. Mas, ainda não descobri se isso é de fato ruim. Pode ser divertido sentir com o pulmão, não me faltaria ar no começo, e nem no fim. Pode ser divertido sentir com o estomago, e querer sempre mais. Por gula. Sempre me acostumei com o ritmo inconstante da minha vida, então, isso não seria nada. Talvez eu seja apenas mais um talvez, tentando ser certeza. Tentando ser para sempre, e parando sempre pela metade. Talvez eu seja a descoberta do século, e consiga viver sem coração. Para sempre....

quinta-feira, 3 de março de 2011

essa tal bipolaridade

sou Bipolar, inconstante, super conversador ou não, cheio de manias, fresco, chato, quase ou totalmente anti-social. Ás vezes tímido, louco, atirado, ou não. Não gosto de me sentir sufocado. Tenho horror a falsidade ou qualquer coisa desse gênero. Na maioria das vezes nem eu mesmo me entendo.Hoje: quero muito. Amanhã: quem sabe. Não costumo dar trabalho. Nem levo desaforo para casa, pareço bonzinho mas não pisa em mim. Ás vezes sensível, ás vezes frio. Se eu tenho defeitos? muitos. E quem não tem? Mas eu acredito que as qualidades superam os defeitos. Achava que o meu jeito me incomodava, mas agora vejo que é isso que eu sou. De verdade. É a minha essência, o meu caráter. E eu gosto de ser assim. Sou feliz da minha maneira.

"Não sou de demonstrar sentimentos, mas sou cheio deles. Eu sofro em silêncio, amo com o olhar e falo por sorrisos."

domingo, 30 de janeiro de 2011

mas eu estava tranquilo

Você estava encostando em mim completamente. Meu coração estava acelerado, todos os pêlos do meu corpo estavam arrepiados, minha barriga estava completamente remexida. Mas eu estava tranquilo.

domingo, 16 de janeiro de 2011

não pude esquecer aquele dia.

'''eu não consegui esquecer nunca aquele dia,
mas também nem me esforçei tanto assim..
Você dormiu nos meus braços sem sentir
e eu foquei meus pensamentos em ti...'''

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

me perguntam..

As pessoas me perguntam porque eu ainda não desisti de você.
E eu pergunto a elas: Você desistiria do que te faz feliz?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

você não faz ideia...


... do quão apavorante é ver sua face nítida em minha frente e, no segundo seguinte, quando abro os olhos, perceber que era tudo uma ilusão boba do meu subconsciente. Se houvesse alguma garantia de que, em todas as minhas noites, exaustas ou não, eu sonharia contigo, daria minha vida e um pouco mais para não acordar nem por um segundo sequer.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

nunca sou o mesmo..


Eu nunca sou o mesmo de sempre. Não tenho medo de mudar. Não suporto a rotina desleixada, o stress repetido do dia-a-dia. Mas às vezes me dá um medo. Eu não falo, mas tenho tantos medos escondidos por trás da minha mania de querer demonstrar segurança, que acabo sofrendo calado buscando respostas para agir assim. Às vezes quero tantas explicações. Eu me sinto confortável quando as tenho.
E mesmo com um milhão de certezas na vida, ainda são incontáveis os medos e dúvidas perdidos em mim. Me sinto cansado de viver me perdendo e me encontrando em olhares que não são meus. Às vezes cansa e sufoca respirar o mesmo ar. Não sei se estou fazendo algum sentido agora. Mas fazer sentido também é tão litado. Àsim vezes fico pensando que meu eu não tem nada a ver comigo, e que eu preciso mudar, mas aí eu percebo que por mais que mude, o ângulo continua sempre o mesmo, e os meus predicados e adjetivos são como a minha derme e epiderme. Fazem parte de mim. Eu mudo por um momento, pra não ter que ser o mesmo todos os dias, e noutro minuto cá estou, com as mesmas quinas e pontas de sempre. Não adianta tentar sair do foco e fingir ser figurante. Eu sou o protagonista. Não sou aquele garoto que finge que não viu, que esquece que fez, que jura que não disse, que morre mas não faz, e que se fecha em copas só porque sofreu um desengano. E diga-se de passagem, eu não sou incompleto. Metade de mim é tolice, e a outra metade é loucura, e as duas se completam. Eu existo por inteiro, e gosto da surpresa do próximo segundo. Eu posso dormir e acordar sendo quem eu quiser. Dane-se. Eu só fico confuso às vezes. E me sinto cansado. Cansado da eterna insastifação das diversões fáceis e das paixões passageiras. Mas tenho arrepios de pensar em mim num futuro óbvio e sem sal. Eis que surge mais uma pergunta...amanhã, quais de mim serei?